Há alguns dias venho fazendo artigos para alguns portais de amigos (Riachaonet, Portal FCS e Noticiei). No artigo anterior até tinha dado dicas, sem mesmo ter um motivo. Parece que não fui claro. Amigos me perguntavam o porquê da troca do jornalismo factual pelo literário (Um enfatiza a razão e o outro a emoção) foi quando fiquei sem resposta.
Dias depois, percebi que o jornalismo literário humaniza mais a informação. Divirto-me muito e percebo que consigo ser mais crítico do que está aí, fechado nas redações. E mesmo utilizando técnicas pessoais, acredito que reproduzo uma realidade bem mais simples de ser entendida.
“O JL é também um processo criativo e uma atitude nos quais não cabem fórmulas, esquemas ou grupismos. São esses fatores que o projetam, hoje, como alternativa (óbvia) para arejar os conteúdos de jornais e revistas, principalmente, mas também de documentários audiovisuais, radiofônicos e até sites.” Descreveu Vilas Boas em texto no Jornalite – Portal de Jornalismo Literário no Brasil.
E o jornalista Rodrigo Galiza enfatiza bem isso, ao exemplificar que de acordo com uma pesquisa publicada na revista do Intercom (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação) o jornalismo literário é o mais aceito pelo leitor. Talvez por envolver mais aquele que lê com a notícia, tornando-o quase participante do ocorrido. Ao contrário do estilo factual - que é mais direto - acaba tornando a informação um tanto seca para ser digerida pelo leitor, que se sente distante do acontecido. Mas apesar da preferência, o factual continua a ser o mais consumido. Ponto.
Quem está acompanhando meus artigos nos últimos dias deve ter percebido isso. Essa minha verve de ironia. Percebido uma realidade efetiva, da experiência empiricamente verificável a minha vida. Tipo como uma realidade demarcada do mundo objetivo (meu mundo e talvez nosso mundo) e transportada para o reino do possível.
Como é sabido, sempre fui um repórter com faro, e responsabilidade, pois continuamente soube que para se dar bem nesse meio que alguém determinou como parâmetro necessário que “o jornalista tem que matar um leão por dia”, como forma de vencer no famigerado mercado de trabalho, de baixo da minha pequena bagagem, tinha em mente a consciência e o senso crítico de discernir que a experiência de campo unida à prática da leitura ajudava a fazer um bom jornalismo ou pelo menos o faz vencer grandes desafios do dia-a-dia das redações.
Ok. Sendo assim, se tudo que escrevo é fictício na narrativa, você poderia me perguntar, onde está, então, a realidade efetiva? Anulou-se.
Não! Meu DNA de jornalista é forte. Estou apenas tentando fazer de uma forma diferente. Pelo menos por enquanto. E vale lembrar que : “Quem não comunica, se estrumbica!”, já dizia o mais célebre e irreverente homem da televisão brasileira. Chacrinha. O bom velhinho e seu abacaxi.
Quero dizer também que não alienado a ponto de engolir tudo que leio e vejo. Portanto, com esses artigos espero que esteja passando uma realidade, bem mais leve e fácil de ser compreendida. Como também admito que “Off” inspira desconfiança. Mas para cada cabeça, que fique a sentença.
Hoje, vêem-se inúmeras notícias mal apuradas, que nem geram pequenas notas em seções como “Nós erramos”. Além da imprudência de quem escreveu e não checou, existe o interesse de publicar determinada informação. Há também o caso do jornalista que se acomoda com a situação e não corre atrás dos fatos a fim de levantar dados concretos. Isso me atormentou a vida inteira e espero que me atormentem ainda longos anos. Esse é meu carma. Acho.
Ao publicar esses artigos, cutucando mesmo, tentando mostrar a realidade de uma forma diferente, colocando mesmo minha opinião e dando a cara a tapa, percebi através do feedback que o público tem cansado da notícia pela notícia e pode ter certeza que você crerá que tudo não passa de uma palhaçada. Caso isso não aconteça, haverá sempre lugar para jornais e sites que promovam políticos e alienem a população.
Sei e tenho certeza que irei ser duramente criticado. Como também sei do estrelismo pessoal de muitos. A verdade dói. E é verdade que a arrogância configura-se num passo para a desgraça.
Digo isso porque existem manuais de estilos como o da Folha de São Paulo, O Globo, entre outros, que ridiculamente¸ tentam inundar as mentes de pobres focas, professores e até mesmo jornalistas experientes com suas normas e métodos de atuação.
Dizem que o mais sensato para combater esse mal, em qualquer área, doutor ou não, seja a humildade comedida. E antes que apareça alguém com aquele velho blá-blá-blá da formação acadêmica (que é essencial para qualquer profissão). Vou logo afirmando que aprendi que não se deve ferir a imparcialidade, porém não lhe é explicado que toda moeda tem duas faces.
E afirmo novamente como não é possível agradar a todos, essa seria a minha solução para tentar não se queimar pela falta de imparcialidade nos meus artigos. Ponto final.
E mais do que um compromisso com a verdade, tenho o objetivo (mesmo que seja o meu Diário de luta por justiça entre ficção e realidade) de tentar trazer para você, leitor, os melhores artigos sobre os mais diversos temas, buscando cumprir bem uma grande missão: tratar a informação com responsabilidade, seduzindo o leitor, informando-o sem aborrecê-lo e atraindo-o para a essência dos fatos.
Para finalizar esse assunto, uma única observação, esta é uma oportunidade sutil que surgiu no meu caminho, observadas somente por aqueles que possuem um olhar diferenciado, acompanhando os movimentos da vida comum. Este posicionamento oportuniza uma atuação jornalística em outro nível, diferente daquelas que estão mais identificadas com “boizinho de presépio”.
Sei que o sistema e seus periféricos estão contaminados desde a raiz. O escritor tem que perceber que precisa trazer o leitor para junto da emoção nervosa, digamos. É preciso a distinção porque há a emoção estética. Sem dúvida. E sei quando estiver atrapalhando, vou sair de cena. E soltar o verbo em outro local e procurar um canal aberto ao debate. Defendendo os problemas e desafios do meu povo, sempre preocupado com os rumos desta cidade, deste Estado e do país. Definindo-se sempre pela crítica pautada nos valores éticos e na defesa da liberdade de imprensa, do direito à informação e comunicação, da justiça social e da democracia em todos os níveis.
E caso queira classificar como sendo um artifício, o meu disfarce, em uma representação do papel de um outro que surge assim como uma via apropriada para alcançar a verdade moral. Ótimo. Fique a vontade.
Enfim. Abaixo a tirania neste Estado... Quanta incompetência junta num só lugar... Parem de olhar para os próprios umbigos, para os próprios salários, “viagem” menos... E façam o que realmente precisa ser feito...
Não sabem nem a quem culpar. Estamos cansados com o descaso. São nossos votos que alimentam suas vidas... Parem de nos enganar com promessas fantasiosas. A população é forte e vamos lutar sempre pelos nossos direitos. Somos capazes de ver quando nos enganam e quando nos falam a verdade. Mostrem a verdade. Pois o povo estar cansado de tanta tirania!
Realmente alguns políticos são ciumentos.
Por fim, contêm os traços dessa narrativa ininterrupta mais vasta, e quando nos confrontamos com eles é possível trazer à superfície dos textos a realidade reprimida (o inconsciente político) daquela história fundamental.
Por isso, continuo produzindo sonhos, mesmo que seja “Um Diário de luta por justiça entre ficção e realidade”. E sei que quando estiver provocando bocejos, saio de cena.
E não tenho nenhuma dúvida, amigo leitor, de que minha literatura está em sua boa vontade para comigo. Mas se você acha que sangue de menstruação deve ser doado, então continue demente.
Portanto Ateus, saiam do armário!!!
Wallysson Bernardes
Jornalista e Historiador

Postar um comentário